São poucos os profissionais formados na área de Comunicação em
Imperatriz, mas mesmo sem formação, muitas pessoas conseguem ingressar
nessa área através do QI (quem indica).
As assessorias de comunicação da cidade, em sua maioria, são
constituídas por pessoas que não tem um vasto conhecimento nessa área,
o que pode gerar problemas como à má qualidade do serviço prestado. A
ética jornalística também é um fator que pesa nessa qualidade, pois
profissionais de comunicação dividem o trabalho jornalístico com
assessorias de imprensa fazendo com as matérias por eles publicadas
nos jornais percam a imparcialidade e favoreçam o político ou órgão
que ele assessora.
A produtora de Jornalismo Cristtyane Costa, revelou que com um bom
nível de amizade e um pouco de conhecimento na área de comunicação é
fácil conseguir um emprego como assessor, "geralmente as prefeituras
necessitam desse profissional, existe essa vaga, mas como o mercado é
escasso, não existe esse profissional formado aqui na Região Tocantina
então quem ocupa esse cargo é quem está próximo do prefeito,pessoas
ligadas a ele, que tem conhecimento não digo extenso, mas um pouco de
conhecimento na área".


Daniel Pereira de Sousa (foto), presidente da diretoria colegiada do
Sindicato dos Empregados em Empresas Jornalísticas e de Radiodifusão
de Imperatriz (SINDIJORI), admitiu a má qualidade do serviço daqueles
que não tem formação, mas também enfatizou que o mercado é formado por
dois tipos de profissionais: o que tem formação e aqueles com algum
conhecimento em comunicação, mas que ainda sem a formação acadêmica.
"Primeiro nós temos que fazer uma separação nessa questão. Há aqueles
que não são formados na área jornalística e aqueles que não têm
formação nenhuma", observou.
A liderança acrescentou ainda que " Inclusive essa discussão está em
nível de tribunais e com tendência de que aqueles profissionais que
tenham uma formação e que já militam na imprensa possam continuar
trabalhando sem que haja a necessidade ou obrigatoriedade do curso de
jornalismo. Se um profissional, um jornalista, um repórter que exerce
uma atividade jornalística ele não tem formação acadêmica em nenhuma
área do conhecimento certamente que parte daquele trabalho dele como
um todo venha a ser prejudicado por isso. Mas se ele não tem a
formação acadêmica na área da comunicação social e tem uma outra
formação acadêmica em determinada área do conhecimento humano e ele o
faz com esmero a profissão ou aquele mister a que ele está obrigado a
fazer eu vejo que isso não afeta a obra ou o resultado desse
trabalho", opinou o presidente do Sindijori.
Daniel Pereira também ressaltou que em Imperatriz o mercado de
trabalho é diferente de outros pontos do país devido o Curso de
Comunicação Social (Jornalismo)só ter sido instalado há dois anos. E
complementou dizendo que espera a instalação do curso de Jornalismo
possa motivar os profissionais práticos da cidade a buscar a formação
acadêmica, o que possibilitará a melhoria na qualidade da impressa de
Imperatriz.

ASSESSORIAS - Outra questão é o acumulo de cargos que profissionais da
cidade exercem, trabalham em alguma emissora de televisão, rádio ou
jornal impresso e ao mesmo tempo assessoram políticos. Isso faz com
que ele se torne antiético em relação à profissão, pois nunca vai ser
objetivo, mas sempre tendencioso nas suas matérias.
"As vezes a pessoa é funcionaria da Câmara e exerce atividade de
redação em determinado jornal e a coluna ou as matérias que são ali
veiculadas são sempre tendenciosa na defesa ou no proselitismo
eleitoral político daquela autoridade ou na defesa inclusive de atos
que as considero imorais ou ímpocos. Uma ou mais atividade paralela
com a carteira assinada é admitido no mercado de trabalho a luza da
própria CTL (Consolidação da Lei do Trabalho) e segundo os baixos
salários com os quais nos debatemos nos impede inclusive de exigir ou
pelo menos tentar, a nível de conscientização,que aquele trabalhador
da imprensa deixe aquela assessoria na Câmara ou na Prefeitura porque
isso lhe traria algum prejuízo na disfunção na sua atividade
profissional na outra empresa jornalística", relatou.
Luís Carlos Lima Vasconcelos, estudante de Jornalismo que já atua na
área há mais de vinte anos, também não apóia a dupla jornada de
profissionais que se revezam entre uma empresa midiática e em uma
Assessoria de Comunicação.
"Eticamente não é recomendado você trabalhar numa assessoria e num
meio de comunicação ao mesmo tempo por que como é que você vai
trabalhar numa assessoria e enviar uma matéria para determinado órgão
de comunicação que você também trabalha lá? Qual é a imparcialidade ou
a tendência que você vai ter?", indagou Luis Lima.
O baixo salário na área jornalística é um fator crucial que faz com
que os profissionais desta área procurem ou aceitem trabalhar em dois
campos da comunicação não se preocupando com o valor ético da
profissão. E para o jornalismo continue sendo sério e mostrando sempre
os fatos como realmente é, tem que ter profissionais competentes a sua
frente, profissionais esses que não se dividam e vários para seu
beneficio lucrativo e acabam manchando a veracidade das noticias e dos
jornais.



Texto: Dailane Santana
Pauta e edição: João Rodrigues
Repórteres: Joyce Magalhães, Claudyo Jackson, Paula Lima
e Dailane Santana

Atraso em conclusão de laboratórios preocupa estudantes

12 de dez. de 2008

Em meio às comemorações do segundo aniversário do Curso de Comunicação Social – Jornalismo - da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), comemorado mês passado, uma pergunta ainda sem resposta: por que o prédio dos laboratórios do curso ainda não foi entregue?

Para a maioria dos estudantes a situação preocupa. O quadro reduzido de professores e a não disponibilidade de laboratórios para aulas práticas representa uma ameaça à qualidade da formação dos futuros jornalistas. O clima no Campus é de expectativa para a entrega desse prédio, situação que beira o utopismo. Em setembro de 2007, o diretor de Centro, Professor-Doutor Jeferson de Deus Moreno afirmou categoricamente que o prédio seria entregue no mês seguinte, no entanto, passado mais de um ano a promessa não foi cumprida.
Mas apesar da demora, alguns alunos são otimistas, como no caso de Rodrigo Souza, do 4º período, que declarou: ”Tem um prédio que a gente não usa, mas pelo menos existe”.



As reclamações entre os alunos podem ser observadas em qualquer parte da universidade, desde uma simples conversa numa roda de amigos até aos debates nas assembléias gerais do curso.
Algumas disciplinas estão sendo oferecidas em laboratórios improvisados, o que acaba desestimulando tanto alunos quanto professores, que não conseguem passar o conteúdo com qualidade.

Para o Professor Joedson Marcos Silva, os problemas enfrentados pelo curso são os mesmos que toda universidade pública tem, e aponta a burocracia da Ufma como principal empecilho para a entrega do novo prédio.


Burocracia provoca novo adiamento na entrega de laboratórios



O coordenador do Curso de Jornalismo, Carlos Alberto Claudino culpou a burocracia para o atraso na entrega do prédio onde vão funcionar os laboratórios. Tranqüilo, ele fez questão de apresentar detalhadamente os fatores que vem gerando o atraso na obra.

Alberto Claudino revelou que o problema teve início com a necessidade de readaptação, em especial do sistema elétrico, desse prédio. Até agora a empresa responsável, segundo ele, ainda não começou fazer as readaptações.
O educador admitiu que algumas empresas venderam equipamentos à Ufma, no entanto desistiram do negócio e o resultado prático disso é que a instituição de ensino superior terá que refazer as compras. “O outro problema que mexe com o curso é a questão de aquisição de equipamentos, porque nossas compras são todas feitas via pregão público e tiveram algumas empresas que venderam e depois desistiram da venda e alguns deles terão de ser recomprados”, frisou.

Apesar disso, ele adiantou que os problemas são mínimos devido ter sido comprada grande parte dos equipamentos para os laboratórios e o que falta é apenas a instalação destes.
Sobre o quadro de professores, Claudino adiantou que três novos docentes foram incorporados á instituição e pelo menos outros três aguardam oportunidade para ingresso. Também está previsto o lançamento de um novo edital para contratação de pessoal a partir de do ano que vem.

Ao fazer uma comparação entre o período de inicio e o atual, Claudino considerou que houve grandes avanços e até arriscou-se em dizer que nos primeiros meses de 2009 os laboratórios estão sendo entregues. “A situação geral do curso é boa e estamos tentando solucionar esses problemas”, finalizou.



Repórteres: Joyce Magalhães e Claudyo Jackson
Pauta e edição: João Rodrigues

Simpósio de Comunicação Social: 2007 x 2008

11 de dez. de 2008

Após ter passado o II Simpósio de Comunicação Social, resolvemos fazer uma enquete com os alunos do 3º, 4° e 5° períodos da UFMA que também participaram do I Simpósio para fazer uma comparação entre os dois anos do evento (2007-2008).

O resultado ao contrário do que se esperava apresentou muito descontentamento por parte dos inscritos em relação ao ano passado nos seguintes aspectos:
O primeiro deles diz respeito à programação científica, que traz palestras, mesas redondas e trabalhos inscritos e apresentados pelos próprios alunos da UFMA. Uma vez que ano passado foi dividido melhor os horários de apresentação em decorrência dos mini-cursos, logo, mais pessoas puderam assistir.

O segundo é sobre os mini-cursos oferecidos nota-se que estão em maior número com relação a 2007 que eram: web-jornalismo, fotojornalismo, roteiro de cinema e assessoria em comunicação. Já em 2008 voltam com outros ministrantes com exceção de fotojornalismo, e trazem dois novos, como cerimonial e protocolo e criatividade em assessoria de comunicação.

A aluna Amanda Araújo, que fez mini-cursos nos dois anos faz a seguinte afirmação:
“Acho que este simpósio com relação a qualidade do evento está melhor em quantidade, mas em qualidade deixa muito a desejar, a começar pelos seus ministrantes que são professores da própria universidade e também pela falta de organização por parte do C.A que pode até ter feito o evento sem o apoio da UFMA. Mas acredito que não diferentemente do ano passado não teríamos problemas em encontrar patrocinadores,em 2007 mesmo em meio a greve o nosso simpósio foi muito melhor” [sic].

O terceiro fator analisado foi o da noite cultural, que não deixa de ser importante já que se trata do entretenimento dos participantes do evento e ajuda na interação entre estudantes, palestrantes e pessoas que desejaram participar.
Para a estudante do 3° período, Adriana de Sá, a noite cultural é a parte mais importante do evento: “Achei que no primeiro dia foi tudo no improviso e que houve falta de comunicação com os demais participantes do curso sobre as dificuldades encontradas para organizar a mesma, já que o C.A.usa este argumento como desculpa para justificar a falta de qualidade deste momento”. [sic]

Enfim, vale ressaltar que apesar da maioria ter desaprovado o sucesso do evento,alguns poucos defendem que ele foi bem sucedido e que alcançou suas metas dentre elas uma maior divulgação do curso de jornalismo e que os professores se saíram muito bem em seus mini-cursos.
No geral a partir de dados coletados durante o acontecimento do evento, 73% dos entrevistados consideraram o simpósio 2007 melhor em termos organizacionais do que no ano de 2008, restando 27% que discordam deste fato.



Pauta, produção e edição: Diúlia Sousa Silva

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Campus II, realizou, entre os dias 03 e 05 de dezembro, o II Simpósio de Comunicação Social – Jornalismo e Memória. O Encontro aconteceu nas dependências do campus e no auditório da OAB.

O evento está em seu segundo ano e contou com a participação dos professores e alunos em sua organização. A programação oficial incluiu mesas-redondas, sessões de trabalhos orais e exposição de fotos e demais trabalhos dos alunos objetivando resgatar a trajetória do jornalismo regional/local, delineando os seus desafios presentes e futuros.

Resgatar o passado e encarar os desafios e tendências, presentes e futuros do Jornalismo, com atenção especial ao caso regional/local, foi o objetivo do Simpósio. Objetivos em pauta, mas de fato, não aconteceu como o planejado, a começar pelo numero de inscritos e presentes nas discussões levantadas durante o evento.
Os mini-cursos oferecidos: Webjornalismo, Telejornalismo, Cerimonial e Protocolo e ainda, Criatividade em acessoria de comunicação não obtiveram 100% da aprovação dos participantes.

Acho que deviam ter escolhido melhor os mini-cursos, de preferência algo mais dinâmico que ficar dentro de uma sala ouvindo e ouvindo...”, comentou Mario Alves, aluno do 4° período de jornalismo. Durante as noites foram realizadas palestras no auditório da OAB, entretanto, a freqüência às mesmas foi pequena, ou sazonal.



Repórteres: Jairo Alves, Raphael Giannotti, Dyego Wilson
Pauta: Angelo Verderosi, André Ricardo Kadett
Editor: Diego Leonardo

Antes tarde do que nunca

10 de dez. de 2008

Há décadas que a cidade de Imperatriz possui os seus veículos de comunicação – rádio, TV e impresso. É certo que no princípio iniciaram-se de forma precária, mas com o passar dos anos desenvolveram-se de forma proporcional do nipe de nossa cidade.

Desenvolvimento esse que aconteceu juntamente com a ausência de uma formação acadêmica. É lamentável que só após tantos anos de profissionalismo ambíguo e imitativo, tenha sido implantado o curso de comunicação social, nesta que é a segunda maior cidade do Estado do Maranhão.

Esse fato é extremamente vergonhoso, já que cada ano que passa, Imperatriz ganha proporções consideráveis, apesar de seu sistema de ensino público e sua estrutura cultural serem bastante carentes. Mas apesar dos pesares, antes tarde do que nunca, pois com a recém-chegada do curso de comunicação, nós poderemos, futuramente, ter um jornalismo com profissionais mais preparados e criativos.




Repórteres: Jairo Moraes e Dyego Wilson
Editor: André Ricardo e Diego Leonardo
Pauta: Ângelo Verderosi e Raphael Giannotti

Entre melhorias e mazelas, safam-se todos

9 de dez. de 2008

A realização do II simpósio apresentou no todo uma perspectiva objetiva quanto ao seu objetivo, que era o de dar maior visibilidade ao curso de Jornalismo da região. Dentre os pontos objetivos a serem destacados aqui, podemos ressaltar as palestras das chamadas “mesas redondas”, que trouxe até mesmo o presidente da Fenaj Sérgio Murilo de Andrade para a primeira noite de palestras. Este por sua vez, fincou – se em pontos fundamentais da atividade jornalística, tais como a ética da profissão que, por muito é questionada, a finalidade e a importância de se possuir um diploma de jornalista, tendo em vista que a profissão é exercida por profissionais sem um estudo superior ou com formação em outras áreas do conhecimento senão o jornalismo, entre outros pontos.

Entre outros fatores que valem ser ressaltados durante o simpósio, além das mesas redondas, foram os mini – cursos e as apresentações de trabalhos científicos. No entanto estes dois últimos geram controvérsias entre os participantes. Enquanto alguns reclamam de não terem oferecido melhores mini – cursos, ou o pequeno número de vagas, ou ainda da falta de informação a respeito das mesmas, outros ressaltam que os mini – cursos os quais fizeram foram muito proveitosos, tendo em vista a “falta de opções melhores”.
Nota – se que deve ter algo de errado, pois não era para haver controvérsias, afinal, tratava – se de um evento que tinha como ambição maior entrar para os anais da história imperatrizense. Quanto às amostras de trabalhos científicos na área de comunicação, o que se observou foi um grande “despreparo dos alunos” que os apresentou, sendo que durante tais apresentações, muitos destes se mostraram excessivamente nervosos, chegando muitas vezes a ficarem completamente perdidos dentro dos temas defendidos. Não cabe aqui questionar a qualidade dos trabalhos, até porque todos foram muito bem preparados pelos alunos, mas sim a fraca defesa dos mesmos diante de um professor preparado, como o que aconteceu na maioria dos trabalhos ali apresentados.

Outro ponto a ser questionado foi a constante mudança na programação. A única vez em que se seguiu a programação correta durante a primeira noite, na palestra do presidente da Fenaj. Nos demais dias de programação sempre houve uma mudança de palestrantes ou na programação, tal como foi na última noite do simpósio, quando estava prevista uma festa de encerramento no Campus da UFMA, chegando a ser publicado antecipadamente publicado na agenda de programação do evento.

Dentre melhorias e mazelas, este pode ser considerado um apanhado geral do II Simpósio de Jornalismo. Um evento proveitoso, que só não foi cem por cento devido à desorganização de alguns pontos básicos. Fica ai uma lição para que os futuros simpósios venham a ser melhores do que este. Ora, é mais do que um dever para com quem participou tais melhorias afinal, é preciso que se faça algo bem organizado para que o curso consiga o tão almejado reconhecimento da região. Este é basicamente o grande desejo dos estudantes de Jornalismo da cidade de Imperatriz. Por fim, podemos resumir o evento na singela frase: “Entre mortos e feridos, safaram – se todos”. Ou seria “ Entre melhorias e mazelas, safaram–se todos”?



Repórteres: Adenilson Silva, Jadiel B. Reis, Renata Ribeiro
Pauta: Chrystiane Martins, Jadiel B. Reis
Editores: Ellyne Almeida, Adenilson Silva
Texto: Jadiel B. Reis

O pesadelo da amnésia coletiva

Aparentemente, alguns acadêmicos de jornalismo da Ufma, sofrem ou já sofreram de amnésia. Na coordenação do curso encontram-se, empilhados, vários certificados do simpósio “Os Sentidos do Jornalismo”, realizado no ano passado. Já terminou o segundo simpósio de Comunicação Social e espera-se que não se formem novas pilhas de certificados esquecidos. Os do ano passado estão à disposição dos alunos na secretaria do curso, já os atuais serão entregues por volta do dia 19 de dezembro das 14:00 as 18:00 horas, nas segundas, terças, quintas e sextas- feiras, na coordenação de jornalismo da Ufma.

Segundo a professora Roseane Arcanjo, o simpósio foi uma ótima oportunidade de progressão na carreira acadêmica, pois além do conhecimento adquirido, ofereceu uma carga horária de 30hs que pode ser utilizada como disciplina eletiva.

No mundo racionalizado em que vivemos tudo deve ser comprovado, até mesmo nosso conhecimento, alguns ficam “desencantados” diante dessa burocratização, outros apelam para o esquecimento e enquanto isso... Na sala do Claudino... Os certificados permanecem a espera dos alunos, que por algum motivo esquecem sua utilidade ou habituam-se no “deixa pra depois”.



Pauta, produção e edição: Janaina Amorim

A dança das cadeiras

Quem nunca brincou, um dia irá brincar! Quem nunca assistiu ao show da Xuxa é só vir para a Ufma que logo logo ficará sabendo do que se trata.
A dança das cadeiras é quase que uma “crise imobiliária” às avessas. Lá atacaram os imóveis enquanto aqui tem de sobra moveis. Mais especificamente aqueles que são feitos unicamente para serem sentados.

Um velho ditado Chinês diz: “Em nádegas sentadas não entra mosca.” E mesmo assim ainda tem muita gente optando por ficar de pé só porque já tem cadeira cativa. Esses são aqueles que periodicamente saem para dar uma voltinha, mas sempre retornam como bumerangues. É o dilema das cadeiras das cátedras. Ir o mais longe que puder e depois voltar quando a fome apertar, igual a cachorrinhos com medo de perderem os ossos, por isso, sempre retornam para o alimento garantido. A certeza, a garantia de que no final do mês e para o resto da vida ele sempre, infalivelmente, estará lá. É isso que torna o osso mais gostoso. Ah “tutanozinho” saboroso! Por ele, a maioria é até capaz de se sujeitar a sentar em cadeiras de prego no sol quente do deserto Sul Maranhense. Que sacrifício árduo... só para comer um osso! Os mais metidos a sabichões, aonde quer que vão levam a cadeira consigo. Que coisa feia, ficar de pé e não deixar os outros sentarem! Isso é o sinal da mais pura rabugice.

No fundo, tudo isso só acontece porque a “Ilha” é um lugar que não sai de suas cabeças. Pobres cabeças alucinadas pelo sol quente. A “Ilha” é o sonho e a utopia de todo bom participante da dança. Mas no final, os únicos que realmente dançam são aqueles que estão ali somente para estudar e acabam meio que sem querer, aprendendo a fórmula de dançar, de como entrar na roda e fazer o status quo perpetuar.

Mas logo chegará o dia em que surgirá o atrevido que tenha a coragem de denunciar e em alto e bom som gritar: “Ou sentem ou saiam de cima, porque desta forma não há mais como aceitar”!



Pauta, produção e edição: Ricardo Magno

Noites Culturais

8 de dez. de 2008

É, esse ano as coisas mudaram muito para os participantes do Simpósio de Comunicação da UFMA, principalmente para os festeiros da vez, pois as noites culturais deixaram a desejar. O primeiro dia no pátio da OAB, onde aconteceu a parte noturna do evento, acadêmicos cantavam Musica Popular Brasileira (MPB) contou com um público não muito grande e este aos poucos foram embora.

O segundo dia, 04 de dezembro, não houve nenhuma movimentação cultural após o bate-papo com os jornalistas e radialistas locais. O porque não se sabe, já que no cronograma oficial do evento descrevia Noite Cultural em todos os dias do evento.

Conseguintemente no dia 05 de dezembro, no último dia do evento onde merecia um encerramento cerimonial, não houve nenhuma movimentação por parte da organização nem dos participantes, na Noite Cultural no cronograma do evento anunciava musica eletrônica no pátio da Universidade, mas esse também não houve, devido ao cansaço do evento, por falta de público essas são hipóteses da não realização das noites culturais que estava sendo esperada pelo público do Simpósio.

Contudo, praticamente não houve entretenimento cultural nas noites do Simpósio, mas, esperemos pra ver os comentários via corredores da Universidade.



Repórter: Ângela Barros
Pauta: Karine Duarte
Editora: Alanna Ferreira

Um novo perfil midiático para Imperatriz

Com o tema “Trajetória da Mídia na Região Tocantina”, a mesa redonda do II Simpósio de Comunicação Social da Ufma (Universidade Federal do Maranhão), realizou na noite de quinta-feira (04), um debate para traçar um novo perfil midiático para a cidade de Imperatriz ocorrido no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Cinco palestrantes foram convidados, mas apenas um compareceu: Edmilson Sanchez (jornalista), os diretores da TV Mirante e Difusora mandaram os respectivos funcionários em seu lugar; Gil Santos (repórter) e Josafá Ramalho (apresentador do Jornal da Difusora). Os radialistas Aldeman Costa e Marcelo Rodrigues não deram sinal de vida.

Imperatriz é conhecida como a cidade da pistolagem, estampada nas manchetes dos jornais locais e região. Os participantes presentes da mesa, assumiram ter uma grande parcela de culpa por esta, até então conhecida, Imperatriz. Apesar de ajudarem na construção de uma cidade violenta e sanguinária, os profissionais da área esquecem de olhá-la de um outro ângulo. Acolhedora e cheia de uma cultura peculiar com artistas da terra, Imperatriz é conhecida por sua famosa panelada que já virou um prato típico adotado pelos imperatrizenses. A cidade serve de suporte para os estados do Pará, Maranhão e Tocantins alavancando ainda mais a economia da cidade e mesmo assim, as empresas midiáticas a alimentam com sangue e violência.

Os palestrantes concordaram que precisam traçar um novo perfil da cidade, mas para isso além de quebrarem inúmeras barreiras precisarão da ajuda dos futuros jornalistas da Ufma. O debate seguia com as suas questões sérias e polêmicas até que chegou a ponto de comédia. O professor doutor da Ufma Gilbert Angerami é atacado por um pernilongo de raça, e ao tentar matar o inseto fez um estalo altíssimo com as mãos, todos o olharam e a turma toda riu, inclusive os convidados.

Comédia mesmo aconteceu durante a palestra realizada no dia anterior na OAB. O “jornalista” Alberto Sousa (apresentador do programa Aqui Agora da TV Difusora), pede o microfone e diz não acreditar que o futuro corpo de jornalistas da Ufma mudará o quadro atual do perfil de Imperatriz, pelo menos não nesses vinte anos.

A imprensa local, de uma forma geral terá um papel muito difícil: mudar o quadro da pistolagem e da barbárie que está impregnada ao nome da cidade, tarefa que cabe ainda às novas turmas que surgirão da Ufma.




Pauta, produção e edição: Kalyne Cunha